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segunda-feira, julho 09, 2012

Neurônios explicam porque temos menos olfacto que os animais.

Bolbo olfactivo dos humanos é diferente de todos os outros mamíferos

Os humanos dependem menos do sentido de olfacto para sobreviver do que muitos outros animais. Uma equipa de cientistas europeus descobriu que o nosso bolbo olfativo, uma estrutura do cérebro dos vertebrados que processa os estímulos sensoriais provenientes do nariz, apresenta uma característica única. É diferente de todos os outros mamíferos porque depois de nascermos não se desenvolvem novos neurónios nesta área. Isto pode explicar por que razão não temos um senso de cheiro tão apurado como os animais, avança a CORDIS.
 

Em mamíferos adultos são formados novos neurónios em duas regiões do cérebro: o hipocampo e o bolbo olfativo. A memória está relacionada com o hipocampo, enquanto a interpretação de odores é criada através do bolbo olfativo. Apesar das tentativas feitas para saber mais sobre a formação de novas células nervosas no cérebro humano, não existia nenhuma resposta conclusiva.

 

No entanto agora, os autores deste estudo resolveram o enigma calculando a idade das células. Para tal, mediram a quantidade de isótopo radioativo carbono-14 das células. O carbono-14 é um radioisótopo natural de carbono que se encontra na matéria orgânica e, portanto, que se incorpora no DNA cada vez que uma célula se produz. Os cientistas observaram que os neurónios no bolbo olfativo de indivíduos humanos adultos possuíam uma concentração de carbono-14, o que correspondia com a existente na atmosfera no momento do nascimento. Portanto, após o nascimento não ocorrem novos neurónios nessa parte do cérebro, o que distingue o ser humano do resto dos mamíferos.


“Seria lógico que os humanos fossem como os outros animais, especialmente os macacos, neste aspecto”. Mas “a verdade é que os humanos dependem menos do sentido de olfacto para sobreviver do que muitos outros animais e isso pode estar relacionado com a geração de novas células no bolbo olfactivo”, afirma o investigador principa do estudol, Jonas Frisén.


A investigação, publicada na revista Neuron, foi dirigida pelo Instituto Karolinska da Suécia e realizada em colaboração entre cientistas da Áustria, França e Suécia.

domingo, julho 01, 2012

Bate-papo com Dr. Rubens Pitliuk

Deixe os preconceitos de lado e procure tratamento psiquiátrico antes que  seu problema complique ou cronifique.

 

As pesquisas mostram que crises repetidas de Depressão, Psicose, Pânico, Stress pós Traumático, etc. podem alterar o cérebro em termos químicos e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais).

 

Cada vez mais você vai ouvir falar: Depressão prolongada ou Depressões repetidas fazem mal para o cérebro. O tratamento protege seu cérebro dessas alterações.

 

Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata Depressão, Ansiedade, Pânico, Stress, Psicose, Enxaqueca, Cefaléia, etc., melhor.

 

Depois que o cérebro aprende a produzir sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los novamente.

 

Lembra que você aprendeu na escola que os neurônios não se regeneram, não se multiplicam e que depois que a pessoa nasce os neurônios só diminuem de número ?

 

Esqueça. Hoje se sabe que durante nossa vida os neurônios nascem e que eles podem sofrer em determinadas situações, mas recuperam a vitalidade. Isso se chama Neurogênese e Plasticidade Neuronal.

 

Quem mantém a vitalidade dos neurônios é uma substância chamada BDNF (Brain Derived Neurotrophic Factor).

 

Temos uma estrutura cerebral chamada Hipocampo, e provavelmente é no Hipocampo que os neurônios nascem e migram para outras regiões do cérebro.

 

Acontece que as doenças psiquiátricas podem aumentar o nível de um hormônio chamado Cortisol. O Cortisol diminui o nosso BDNF e a vitalidade do Hipocampo e isso diminui a vitalidade dos neurônios.

 

Ou seja, sintomas em Psiquiatria e Neuropsiquiatria, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem".

Hospital Israelita Albert Einstein